13 setembro 2017

Lisboa: Muro desaba e atinge pelo menos uma pessoa

Um muro desabou na tarde desta quarta-feira na Rua das Taipas, em Lisboa, atingindo pelo menos um trabalhador, disse ao Notícias ao Minuto fonte dos Bombeiros Sapadores.

Ao Notícias ao Minuto, fonte do INEM adiantou que o alerta foi dado às 15h59 e que provavelmente haverá duas vítimas, desconhecendo-se neste momento o estado de gravidade dos ferimentos.

No local está uma mota de emergência do INEM, uma ambulância do Hospital São José e os Bombeiros Sapadores.

Fonte: Notícias ao Minuto


Um morto e um ferido em derrocada numa obra em Lisboa

Vítima é um trabalhador da obra com cerca de 40 anos.

Uma derrocada numa obra na Rua das Taipas, em Lisboa, provocou um morto e um ferido, disse à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Vasco Morgado.

Segundo o autarca, a vítima mortal era um trabalhador da obra, com cerca de 40 anos, e o ferido, também trabalhador, recebeu tratamento hospitalar.

O local está vedado, indicou Vasco Morgado, cerca das 17h30, informando que na rua, junto ao Bairro Alto, há três obras a decorrer.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) confirmou que a vítima mortal é um homem com cerca de 40 anos e indicou que foi declarado cadáver no local.

A outra vítima é um homem de 56 anos que sofreu ferimentos ligeiros e foi para o Hospital de São José.

O alerta foi recebido pelo INEM às 15h59 e para o local foram enviados uma mota de emergência médica, uma viatura médica do Hospital de São José, uma ambulância e o Regimento de Sapadores Bombeiros.

Fonte: TSF

12 setembro 2017

Ex-bombeiro condenado a 12 anos e seis meses de prisão por fogo posto

O Tribunal de Castelo Branco condenou hoje um ex-bombeiro a 12 anos e seis meses de prisão, em cúmulo jurídico, por nove crimes de incêndio florestal, um dos quais considerado na sua forma mais grave.


O ex-bombeiro estava acusado de ser o autor de 17 incêndios florestais, entre julho e setembro de 2016, no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco.

O coletivo de juízes considerou o incêndio que deflagrou a 07 de setembro de 2016, em Proença-a-Nova, o mais grave, já que "ardeu uma área muito extensa, 950 hectares, com um grau de ilicitude extremamente elevado", sendo que "resultou provado que os factos provocaram risco para pessoas e bens patrimoniais considerável".

A presidente do coletivo de juízes explicou ainda que, em relação aos dois incêndios de 28 de agosto de 2016, durante a tarde, não se apurou que o arguido teve intervenção, sendo absolvido dos incêndios em causa.

Quanto aos restantes, foram considerados crimes de incêndio na forma menos grave, pelo que o arguido foi condenado a um ano e seis meses por um crime, a uma pena de dois anos por outros cinco crimes e a uma pena de dois anos e seis meses por dois crimes.

O coletivo decidiu aplicar ainda ao crime de incêndio florestal mais grave uma pena de sete anos de prisão, sendo que em cúmulo jurídico atribuiu uma pena única de 12 anos e seis meses.

Antes da leitura do acórdão, foi ouvido, por teleconferência, um psiquiatra, sendo que da perícia feita ao arguido resultou que sofre de uma perturbação depressiva major.

"Nunca a depressão altera os traços de personalidade da pessoa. A personalidade é que pode moldar os sintomas depressivos", afirmou.

O psiquiatra deixou ainda claro que os traços de personalidade "não lhe condicionam, em caso nenhum, a avaliação da realidade".

A defesa, que confirmou que vai recorrer da decisão, pegou no auto de reconstituição do facto para argumentar que este se baseou apenas nas declarações do arguido e sublinhou que lhe faltam vários pressupostos para ser validado pelo tribunal.

"Este auto mais não é do que uma visita guiada, feitas pelos inspetores [da Polícia Judiciária], onde antecipadamente sabiam que tinham ocorrido. O tribunal não pode valorar como meio de prova. Há um vazio neste relatório. Não há uma verdadeira reconstituição".

A defesa disse mesmo que está convicta de que era necessário arranjar "um bode expiatório".

Fonte: JN

07 setembro 2017

Milhões do fundo público de Pedrógão ainda não foram entregues

Governo publicou lista. Dinheiro de Timor e do BPI ainda não chegou.

As suspeitas do desvio de fundos destinados às vítimas dos incêndios, levantadas pelo presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, obrigaram ontem o primeiro-ministro a vir a público esclarecer que, até ao momento, o Estado só é responsável pela gestão de 1,9 milhões de euros de donativos (entregues ao Fundo Revita), apesar de terem existido "manifestações de intenção" de doações superiores a 4,9 milhões de euros. Por exemplo, o dinheiro de Timor, da Fundação La Caixa e do BEI, no valor de 2,8 milhões, ainda não chegou, disse. António Costa notou que o Governo "não pode obrigar ninguém a entregar o dinheiro ao Estado" e lembrou que "grande parte dos donativos" foram entregues a outras entidades. Segundo cálculos da comunicação social, as anunciadas doações superam os 13 milhões de euros.

Fonte: JN

Chefe operacional da Protecção Civil alvo de queixa pela coordenação em incêndios




Rui Esteves tem sido criticado pela sua acção em vários incêndios. Secretário de Estado pediu relatório à Protecção Civil sobre o que aconteceu em Mação, mas autarca e deputado do PSD pressionam para uma investigação da Inspecção da Administração Interna.

O cerco tem vindo a apertar-se para o comandante nacional da Protecção Civil (Conac), Rui Esteves, que tem sido alvo de críticas pela acção operacional ao longo da época de fogos. E se o incêndio de Pedrógão Grande ainda aguarda uma auditoria interna da Protecção Civil à actuação dos vários agentes e os resultados da investigação da comissão técnica independente, tendo a ministra da Administração Interna já admitido que houve "descoordenação" ao nível do comando, já os fogos de Mação são objecto de protestos do presidente da câmara local e do deputado do PSD Duarte Marques, que querem saber mais sobre o que se passou no concelho e pedem uma investigação da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI). 
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O incêndio que começou na Sertã em Julho e alastrou para Mação, fustigando 18 mil hectares deste segundo município (números da autarquia), foi o maior deste ano, queimando 29.752 hectares no total dos concelhos abrangidos, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Conservação da Natureza. Além deste incêndio, Mação enfrentou outro fogo florestal em Agosto, que queimou mais 12.897 hectares. É sobre estes dois incêndios que o presidente da câmara, Vasco Estrela (PSD), e o deputado Duarte Marques querem investigações. No primeiro incêndio, os dois políticos têm dúvidas sobre a coordenação no teatro de operações, nomeadamente sobre o desvio de meios e equipas de Grupos de Intervenção Permanente (GIP) da GNR para outros concelhos; e no segundo têm dúvidas sobre o número de aeronaves e de bombeiros mobilizados para o combate às chamas.

O deputado Duarte Marques aponta o dedo directamente a Rui Esteves e, num requerimento que envia ao Ministério da Administração Interna (MAI), sugere que a ministra Constança Urbano de Sousa "tome a iniciativa de pedir uma investigação à acção directa do Conac Rui Esteves, em pelo menos, estas duas ocorrências". Isto, porque, acredita o social-democrata, "em ambos os incêndios", "a ação directa do Conac teve influência na perda de controlo da situação".

Se não for o MAI a avançar por si para essa inspecção, será o deputado a fazer uma queixa à IGAI, provocando a investigação. "Vou aguardar pelas respostas da ministra e, depois de ter as respostas na mão, irei preparar uma queixa à IGAI, para que se apure o que se passou e se apurem as responsabilidades do responsável máximo pela coordenação dos meios, o comandante nacional", disse ao PÚBLICO.

Neste procurar de responsabilidades, entra também o presidente da Câmara de Mação, que dá uma semana ao MAI para lhe enviar o relatório da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) sobre o incêndio de Julho, que lhe foi prometido pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e ainda não chegou. Caso o relatório não lhe chegue às mãos e/ou não seja satisfatório, irá oficializar a queixa à IGAI no dia 13. "O incêndio foi há um mês e meio e o relatório ainda não me foi entregue. Nem a fita do tempo. Estou a dar o benefício da dúvida. Sem relatório a queixa segue, e mesmo com relatório, é muito provável que avance", diz Vasco Estrela ao PÚBLICO. "Queremos perceber em pormenor as decisões que foram tomadas e as justificações do comandante nacional", diz o autarca, para quem a falta de informação "ou é mais uma desconsideração do Conac ou este tem alguma coisa a esconder". 

O relatório sobre o que aconteceu, em Julho, em Mação ainda "não está concluído", respondeu ao PÚBLICO o MAI, que refere tratar-se de um relatório da ANPC "circunstanciado sobre as operações" (englobando a fita do tempo), que "será enviado ao presidente da Câmara de Mação".

"Apesar de o Conac ter sido alertado para o erro que estava a cometer, decidiu deslocalizar meios para outras frentes do incêndio. Precisamos saber se houve uma relação de causa/efeito para o que aconteceu. Pode não ter sido só azar. Por que razão estivemos cinco horas sem meios aéreos?", questiona Vasco Estrela sobre o incêndio de Julho que alega ter chegado a ter em Mação uma frente activa de 15 quilómetros que queimou 15 casas de primeira habitação. "Por que não foi aberta outra ocorrência, para que o comandante distrital de Santarém pudesse gerir os meios? Como é possível estarem a arder casas em Mação e a câmara não ter sido informada? Por que não houve qualquer meio mobilizado para Vale de Cardigos [onde arderam casas], sem que houvesse qualquer informação do posto de comando?" São muitas as perguntas que o autarca quer ver esclarecidas sobre o incêndio de Julho, a que se juntam outras tantas sobre o de Agosto.

O SMS que contradiz Rui Esteves

Desde o início do incêndio que o autarca entrou em colisão com a ANPC sobre o número de aeronaves em acção no combate a este fogo. A ANPC diz que foram "15 durante o dia", Vasco Estrela diz que só tem prova e só foi informado de sete. O Conac informou o vice-presidente da câmara por mensagens e essas comunicações acompanham o requerimento do PSD.

As mensagens referem a activação de sete meios aéreos: às 8h30 de dois helicópteros "HESA02 e H03", às 8h38 de mais dois "Echo01 e Echo02" e às 12h40 de três aviões anfíbios "A02/A07/A08". "Precisamente à mesma hora, a senhora ministra e o seu secretário de Estado (SGAAI) revelavam ao deputado Duarte Marques que estariam 13 meios aéreos. Pouco depois o SGAAI revelava que segundo a ANPC estariam 14. Pouco depois a ANPC informava a imprensa que estavam 15 meios aéreos em Mação", lê-se no requerimento que fala em "graves disparidades" na informação.

Em Agosto, o PÚBLICO questionou a ANPC sobre este caso e foi remetido para o briefing da adjunta de operações nacional, Patrícia Gaspar. Nesse briefing, Patrícia Gaspar garantia que àquela hora (19h) estavam 13 meios aéreos no local, mas que durante o dia chegaram a estar 15. Ontem, o PÚBLICO voltou a reiterar o pedido de informações, mas até à hora de fecho da edição, não foi possível obter respostas.

Fonte: Público

20 agosto 2017

"Erro de operação" levou a reforço de segurança no aeroporto de Lisboa

Algumas zonas do aeroporto de Lisboa estão a ser evacuadas, segundo o Jornal de Notícias. A TSF já confirmou junto de fonte oficial da ANA Aeroportos, que confirma "erro de operação".

O problema foi a confusão entre passageiros que tinham acabado de chegar e outros que iam partir, na mesma zona. Ou seja, esse erro de operação levou à confusão de passageiros, sendo as autoridades obrigadas a reencaminhar passageiros para nova vistoria de bagagens, por questões de segurança.

Tratavam-se dois voos internacionais.

Fonte: TSF

Aeroporto de Lisboa em estado de alerta

O aeroporto de Lisboa está a ser parcialmente evacuado e com reforço de controlo de bagagens, por razões de segurança que ainda não são totalmente conhecidas.

A situação está a atingir centenas de passageiras e o alerta foi dado cerca das 21 horas, soube o JN. O Comando de Lisboa da PSP não confirmou nem desmentiu a informação.

As centenas de passageiros estavam já nas portas de embarque, da 41 à 47, quando surgiram elementos da PSP e da ANA, obrigando os passageiros a abandonar a zona, para procederem a vistorias.

Grande parte dos passageiros foram obrigados a voltar a passar pelo controlo de bagagens, uma medida normalmente associada à suspeita de transporte de materiais explosivos e muitas das lojas fecharam também as portas.

Há pelo menos seis voos que foram atingidos por estas medidas de segurança, ficando em terra, embora os passageiros não tenham sido informados do porquê destas medidas excecionais de segurança.

Fonte: JN

19 agosto 2017

Mação: GNR detém suspeitos de fogo posto

Foto: @Pedro Abranches D'Aguiar Mateus
Foi interceptado ao início da noite desta sexta-feira, 18 de agosto, um veículo na zona de Ortiga por duas viaturas das brigadas da GNR. Ao que o mediotejo.net conseguiu confirmar junto de três fontes seguras, seguiam no interior de um Nissan Micra vermelho dois indivíduos que foram detidos e levados para o Posto da GNR de Mação, sob suspeita de crime de fogo posto.

Na viatura terão sido encontrados bidões de gasolina e um dos indivíduos será um incendiário reincidente, já condenado no passado pelo mesmo tipo de crime.
Os suspeitos vão ser também interrogados pela Polícia Judiciária e deverão ser ouvidos este sábado por um juiz de turno.
O Código Penal, no Artigo 274.º, prevê que “quem provocar incêndio em floresta, mata, arvoredo ou seara, próprias ou alheias, é punido com pena de prisão de um a oito anos”. Acrescenta ainda que, “se, através da conduta referida no número anterior, o agente criar perigo para a vida ou para a integridade física de outrem, ou para bens patrimoniais alheios de valor elevado; deixar a vítima em situação económica difícil; ou actuar com intenção de obter benefício económico; é punido com pena de prisão de três a doze anos”.
Para evitar crimes reincidentes, está também previsto que “quando qualquer dos crimes previstos nos números anteriores for cometido por inimputável, é aplicável a medida de segurança prevista no artigo 91.º, sob a forma de internamento intermitente e coincidente com os meses de maior risco de ocorrência de fogos”.

Por Mário Rui Fonseca
Exclusivo mediotejo.net